Tetracampeão, Aranha diz que 'foi um feliz ano velho'



Felipe Held, especial para a Gazeta Esportiva.Net

São Paulo (SP) - Neste domingo, o paulista Fernando Aranha da Rocha se sagrou tetracampeão da São Silvestre para cadeirantes. Com uma ampla vantagem sobre o segundo colocado, o paraatleta se mostrou surpreso com o feito conseguido e teve um novo ânimo para pensar na participação nos Jogos Pan-americanos.

“Eu realmente não esperava conseguir este resultado”, contou o campeão. “Foi uma superação enorme, já que eu estava meio devagar nas outras corridas em que participei. Estou muito feliz em ter conseguido minha quarta vitória na São Silvestre. Foi um feliz ano velho”, completou emocionado, citando a obra do escritor Marcelo Rubens Paiva.

Cursando faculdade de Rádio e TV e trabalhando como produtor de vídeos, Aranha não sabe ainda se poderá se preparar adequadamente para a disputa do Parapan, em 2007. “É uma chance remota, já que tenho dificuldade em conciliar as três atividades. Eu tenho vontade e condições de conseguir, mas acho difícil. Vou pensar com mais carinho depois desta prova”, revelou, sem descartar totalmente a hipótese de brigar por medalhas.

Já experiente na corrida que havia vencido nos anos de 1999, 2000 e 2002, o tetracampeão comentou também sobre as principais dificuldades da tradicional corrida de rua. “Eu tenho que confessar que a primeira parte da corrida é uma delícia", brincou, mencionando a descida da Rua da Consolação. "Depois, do centro da cidade em diante, é uma dificuldade nova em cada curva. O pior mesmo é na hora da subida da Brigadeiro, mas ainda bem que deu tudo certo”, concluiu.

O segundo colocado, o santista Jaciel Antônio Paulino, ficou feliz por ter ido bem em uma prova que não é sua especialidade. O paraatleta, que também estuda Educação Física, treina para conseguir uma vaga nos Jogos Parapan-americanos na prova dos 100m.

”Disputei a prova pela primeira vez no ano passado, quando fui terceiro colocado”, comentou Jaciel. “Este ano, fui segundo e consegui baixar em cerca de seis minutos o meu tempo. Vou disputar o Pan e depois eu mudo de categoria, pras provas de longa distância. Quem sabe ano que vem eu não consigo ser campeão?”, encerrou confiante.

Fernando Aranha Rocha conquista o tricampeonato da SS

por Carlos Roberto Oliveira - (www.webrun.com.br)
02/01/04 - 16:00h

 

O atleta cadeirante Fernando Aranha Rocha (ADD/Mário's Team), abocanhou o tricampeonato da tradicional Corrida Internacional de São Silvestre no último dia do ano de 2003, competição realizada na cidade de São Paulo (SP). Aranha Rocha, fechou a temporada 2003 com bons resultados, como, as vitórias na Maratona de Internacional São Paulo e na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro.

Antes da prova, o atleta comentava que estava voltando de repouso, pois, foram mais de 30 dias de descanso após a sua participação na Maratona de Nova York, realizada no início de novembro, quando conquistou a 20ª colocação no geral – que contempla as categorias masculina e feminina - com o tempo de 2:15:00. Entre os homens em Nova York, conquistou o 15° lugar, sendo, o segundo melhor brasileiro na disputa.

Mesmo não estando no ápice de sua forma, comentou: "Estou em melhor condicionamento em relação ao ano passado, até mesmo melhor que em 1999", disse Aranha, referindo-se aos dois anos em ganhou o título da São Silvestre.

“Nossa como é rápido, é espantoso isso!”, exclamou o publicitário Clayton de Almeida que assistia a prova ao ver Aranha Rocha no final da descida da Av da Consolação, onde cadeirantes (que possuem equipamentos de ponta) chegam a desenvolver 80 Km/hora, para então, com muita habilidade reduzir a velocidade e fazer um curva em forma de “S” para entrar na Av.Ipiranga.

O argentino Carlos Rodriguez ficou com a segunda 2ª colocação. Beto como é conhecido tem disputado a prova desde a década de 80 e, tem essa prova como uma de suas preferidas. Já morou no Rio de Janeiro e São Paulo e vive atualmente na província de Escobar na Argentina com a mineira Afonsina, sua esposa e duas filhas. Beto é uma das mais ilustres personalidades no Paradesporto Argentino, sendo sempre consultado e reconhecido pelos Órgãos Desportivos pelo seu conhecimento e dedicação ao esporte. O atleta tem como recorde em maratona (42.195m) o tempo 1h:50min, aferido na cidade de Maranello, na Itália.

Uma ausência sentida na São Silvestre, foi de Ronilson Bispo dos Santos (Águias da Cadeira de Rodas), corredor forte da cidade de São Paulo que sempre participa de
competições na cidade e sempre tem bons desempenhos na Corrida Internacional de São Silvestre. Alias, Bispo foi em 2003, o melhor brasileiro em Nova York ao conquistar na 18ª posição (no geral) e 15° no masculino com o tempo de 2:11:25.

Ausências - A Corrida Internacional de São Silvestre não atrai a atenção dos maiores expoentes da modalidade cadeirante, em função, de não haver premiação em dinheiro e também por ser uma prova altamente técnica (difícil) por causa das subidas.

 

Aranha Rocha vence a Maratona de São Paulo

O atleta cadeirante Fernando Aranha Rocha (ADD) conquistou o bicampeonato consecutivo da Maratona Internacional de São Paulo, disputada ontem (11), ao completar os 42.195 metros do percurso em 2:09:28, tempo muito inferior ao obtido no ano passado, quando concluiu a competição em 1:46:30. Aranha Rocha, foi o vencedor da última Corrida Internacional de São Silvestre com o tempo de 33:07 para os 15 quilômetros do percurso.
O vice-campeão foi Ronílson Bispo (vencedor da última Maratona de Florianópolis) com a marca de 2:49:22, seguido por João Antônio Corrêa com o tempo de 3:09:14.

 

Atleta cadeirante Mário's Team/ADD ganha a Maratona de SP.

O atleta cadeirante Fernando Aranha Rocha mais uma vez superou as expectativas vencendo a Maratona Internacional de São Paulo em sua categoria. O evento aconteceu no dia 14 de julho de 2002 e, entre os mais de 10.000 participantes, marcou o melhor tempo, completando a prova em 1h46m. O fundista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima, vencedor da Maratona na categoria masculino (andantes), fez a marca de 2h11min19s, a melhor de maratona já obtida em solo brasileiro. Fernando o superou em 25 minutos, uma marca surpreendente. "Competi na raça depois de um tempo afastado. Estou bastante feliz. Meu objetivo foi fazer um bom tempo, buscando uma coisa maior e, com este resultado, espero ter exposição e conseguir apoio para partir para provas internacionais. Já conto com apoio total da ADD e do meu técnico, falta pouco", acredita Fernando.

Com 24 anos, Fernando já é considerado um dos melhores atletas cadeirantes do Brasil. Sua primeira participação em uma prova internacional será na próxima Maratona de Nova York, em novembro deste ano, mas ainda busca patrocínio para poder competir e representar o Brasil. Se conseguir o apoio necessário com certeza trará muitas medalhas para nosso país.

Prestador de serviço na HBO Brasil, divide seu tempo entre o trabalho, necessário para seu sustento, e treinos com o técnico, Mario Sergio Mello, da Marios Team. "Estou pensando em começar um curso superior ainda neste segundo semestre, ainda não posso me dedicar só ao esporte e tenho que crescer, melhorar minha vida".

Sua carreira esportiva começou há sete anos no basquete sobre rodas e se interessou pelo atletismo há apenas dois anos e meio. Foi obrigado a ser afastar dos treinos por seis meses e seu retorno aconteceu em 23 de junho, na corrida de 10kms do Dia Olímpico. Na ocasião, deu um "show" nas ruas de São Paulo, mesmo com chuva e sofrendo uma queda em uma curva, ele se recuperou e conquistou o título de campeão da prova com um tempo de 31min30segs, apenas 1 minuto acima do tempo do vencedor na categoria de andantes, o atleta Gilson Rodrigues de Miranda. Com certeza, se não fosse o mau tempo e a queda sofrida, o seu tempo seria abaixo de 30 minutos.

A sua modalidade consiste em disputas de provas de rua - maratonas ou meias maratonas - e de pista (100, 200, 800, 1500, 5000 metros) em cadeiras de rodas especiais com desenho aerodinâmico que posiciona o atleta como se estivesse em uma bicicleta e proporcionando menos resistência do ar. Nas provas de pista existe uma classificação por categoria de acordo com a deficiência do atleta. "As cadeiras de rodas levam uma vantagem em relação aos andantes por serem mais fáceis de manter uma média maior de velocidade no plano e descida", revela Fernando.

Seus resultados são excepcionais para um iniciante. "Minha primeira prova foi a São Silvestre, em 1999, quando conquistei o primeiro lugar. Depois, competi na Maratona de São Paulo 2000, fiquei em segundo lugar, e na Meia Maratona Rio de Janeiro 2000, quarto lugar, com dois tombos e um pneu furado. E agora esta vitória me faz querer muito mais". Todo este sucesso é fruto de uma vida sempre saudável, seu lazer sempre foi praticar esportes: basquete, correr, subir em arvores, nadar. Fora isso gosta muito de cinema.

Entre seus sonhos e projetos para o futuro, Fernando pretende se formar na faculdade, participar das Olimpíadas na Grécia e ganhar, formar família, "ser o melhor possível como pessoa e como atleta". Ele, com certeza, será um dos atletas brasileiros com grandes chances de conquistar várias medalhas de ouro para o Brasil.